quarta-feira, 18 de junho de 2008

Karate - Escola Shotokan

HISTÓRICO
A ARTE DA MÃO VAZIA
Leia atentamente e com interesse as informações aqui descritas. Seja bem vindo.
A origem do Karate remonta a milhares de anos. Quando Dharma encontrava-se no monastário de Shao Lin, na China, ele ensinou aos alunos métodos de treinamento físico para que todos adquirissem resistência e força física necessárias para suportar a rígida disciplina exigida pela região a que pertenciam.
O método de treinamento físico foi, mais do que isso, desenvolvido e adaptado para se transformar na “arte de lutar de Shao Lin” como é conhecida hoje em dia. A arte marcial foi exportada para Okinawa e misturada às técnicas de lutas das ilhas Japonesas. O senhor de Okinawa antiga e mais tarde o obteve, digo o chefe feudal de Kagoshima baniram o uso de armas, nascendo daí o desenvolvimento da “luta da mão vazia” e as técnicas de auto defesa. Esta arte marcial de acordo com sua origem chinesa, foi batizada como Karate.
O mestre moderno desta arte, Gichin Funakoshi morreu em 1957 com 88 anos. Para ele, o Karate não era só uma arte marcial mas também uma maneira de construir o caráter. Ginshin Funakoshi escreveu: Assim como a superfície polida de um espelho reflete tudo o que chega até ela e um vale tranqüilo contém sons inaudíveis. O discípulo do Karate deve manter a mente distante do egoísmo e da maldade, num esforço para reagir apropriadamente a tudo o que encontrar pela frente. Etse é o sentido da Kara, ou vazio, do Karate (te – mãos).
O KARATE E A ISENÇÃO DO MEDO
O saber enfrentar o perigo, (na guerra por exemplo, principalmente a guerrilha de mato, nervosa, lenta, inexorável, por vezes só despendendo de uma íntima partícula de fator sorte), é um tipo de situação que se assemelha bastante a mentalidade de que adquire um bom Karateca.
A ILHA DE OKINAWA (CRIAÇÃO DO KARATE)
Esta ilha foi desde sempre, um ponto de contato entre a cultura chinesa e a cultura do Japão. É nesta ilha sucessivamente conquistada pelos imperadores chineses e pelos senhores feudais japoneses, que o Karate toma a forma sob a qual o conhecemos hoje na Europa, embora dividido em 5 (cinco) escolas fundamentais.
Nessa época era proibido em absoluto aos habitantes da ilha, sob domínio japonês, o uso de armas. Mesmo as armas brancas eram interditas. Só os samurais invasores podiam fazer uso das suas.
Pés e mãos transformaram-se em armas terríveis, capazes de substituir os punhos e as espadas. As pontas dos dedos tornaram-se tão perigosos quanto uma faca. Os cotovelos e joelhos adquirem a potência das matracas, dos maços de ferro. Os braços a solidez dos sabres. Todos os membros eram utilizados procurando sistemática e rapidamente, uma eficácia absoluta e rápida.
Cerca de 1900, o estudo do Karate foi divulgado em Okinawa pelos mestres Itosu e Higaona, já com caráter oficial e aberto. Depois o governo japonês, na pessoa dos ministros, convida os mestres à ensinar Karate no Japão. È então que entre todos se destaca o mestre GICHIN FUNAKOSHI, como personagem de primeiro plano e figura de nível intelectual, mental e espírito ímpar, como ainda hoje se venera o seu espírito para que presida ao trabalho em cada Dojo de Karate, a sua fotografia. È ele que organiza a Escola Shotokan, codificando as atuais formas de Karate no Japão e insuflando a uma simples técnica a força mental do Karate, associando o corpo e o espírito, como nas antigas formas do Kempo.
Assim foi introduzido o Karate no Japão atingindo o apogeu antes da guerra. Foi contudo a guerra que atingiu mais duramente o Karate. Com o espírito indomável do Karate, milhares de instrutores tombaram no fogo. O próprio filho de Ginshin morreu de fome, recusando as rações americanas após a guerra. Dezenas de instrutores treinavam a população de maneira a fazer frente a um desembarque americano nas costas do Japão, submetendo os civis a treinos sem limite.

 KARATÊ